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riscos_e_rabiscos

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Confusão de Identidade

Só tenho vontade de espirrar. Talvez seja o meu organismo a tentar expulsar o que me vai na alma… Tenho o nariz a “picar” como se fossem os meus sentimentos e emoções a querer sair. 

 

Ando naquela fase – mais uma vez – em que não me apetece fazer nada, nem falar. O meu dia ideal era estar estendida sobre a minha cama sem ouvir ninguém nem dizer nada a ninguém. O silêncio absoluto. E não estou com a TPM.

 

O dia hoje até nem correu mal. Fui fazer o penso como é hábito e a enfermeira nem me pôs o inadine na loca. Diz que isto já está muito pequeno e não valia a pena. Agora basta só os cuidados de higiene básicos com betadine e uma compressa a proteger. Menos mal… Pode ser que sexta-feira o médico me liberte definitivamente dos pensos. Tenho já uma alergia ao adesivo na zona sentadeira…! Já não bastava a minha mãe ter que me “mudar a fralda” como agora ter que por a pomadinha…

 

Não sei o que se passou hoje, mas os miúdos estavam mais calmos. E consegui dar quase tudo o que tinha planeado para as aulas. Será que estavam assim porque a brutamontes faltou? Será que ela tem o poder de por os putos com os nervos em franja e depois descomprimirem na minha aula que é a seguir? Esquisito…

Finalmente os livros adoptados chegaram à escola. Foi uma alegria geral. Os miúdos adoraram os livros e começámos logo a trabalhar com eles. Espero que isto seja um prenúncio de uma Era e de óptima aprendizagem (sim, porque os meninos não sabem nadinha!). A ver vamos.

 

Fui confundida na rua com a “vizinha”. Epá, não gostei nada. Não me digam que estou com uma aparência tão vulgar que pareço a “vizinha”! Ainda por cima nem sei quem é a vizinha.

Houve uma altura da minha vida em que eu achava que estava parecida com a mulher que lava as escadas do prédio da minha casa. Vocês nem imaginam a figurinha. É o ser mais energúmeno existente ao cimo da terra. Só tem meio neurónio, parece uma trenga a falar, faz um péssimo serviço e é excelentemente bem remunerada. Contra a minha vontade.

Cada vez que me olhava ao espelho via o focinho da outra. Tive que mudar o corte e a cor do cabelo.

Deve ser porque sou parecida com a “vizinha” que a lavadeira pensava que eu trabalhava num café. Careca eu de lhe dizer que era prof. Ou o meio neurónio dela estava de férias ou a tal “vizinha” trabalha nalgum café para que me confundam com ela!

Mas isto de me confundirem com alguém é um fenómeno até bastante frequente. Já por duas ou três vezes que, no café, me confundem com alguém. Deve ser a tal “vizinha”. Está algo errado! Quem será a gaja com quem me confundem? Espero, ao menos, que tenha uma conduta irrepreensível…!

Tenho que pintar as minhas gadelhas de loiro, fazer meia dúzia de lipos e crescer alguns centímetros. Pode ser que assim deixem de me confundir.

 

Remodelações físicas para breve!

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